Muita gente tem dúvida sobre a idade em que acontece a última menstruação, mas ela acaba ocorrendo por volta dos 50 anos. No entanto, em alguns casos, esse processo pode se iniciar antes dos 45 anos, acontecendo o que chamamos de menopausa precoce.
Esse fator pode trazer impactos significativos à saúde física, emocional e à qualidade de vida. E uma das abordagens mais recomendadas para amenizar esses efeitos é a terapia de reposição hormonal (TRH), um tratamento bastante reconhecido por sua eficácia.
Neste artigo, você vai entender melhor como funciona o tratamento para menopausa precoce com TRH, quando ele é indicado e quais benefícios pode trazer para sua saúde.
O que é menopausa precoce e por que ela acontece?
A menopausa precoce ou prematura é caracterizada pela interrupção da menstruação e da fertilidade antes do tempo considerado usual. Ela pode ocorrer de forma espontânea ou ser desencadeada por fatores como:
- cirurgias que removem os ovários ou o útero;
- tratamentos como quimioterapia ou radioterapia;
- doenças autoimunes;
- fatores genéticos ou históricos familiares;
- infecções, como caxumba.
Porém, em muitos casos, a causa permanece desconhecida.
Mesmo sendo menos comum, a menopausa precoce atinge cerca de 5% das mulheres (antes dos 45 anos) e 1% (antes dos 40 anos). E por acontecer em um momento em que o corpo ainda depende do estrogênio para funções vitais, essa condição merece atenção e tratamento adequado.
Como a TRH atua no tratamento para menopausa precoce
A TRH (Terapia de Reposição Hormonal) é o principal tratamento para menopausa precoce recomendado pelos profissionais de saúde, principalmente quando não há contraindicações como histórico de câncer de mama.
O tratamento consiste na reposição dos hormônios (geralmente estrogênio e progesterona) que deixam de ser produzidos pelos ovários. Essa reposição pode ser feita por meio de comprimidos, adesivos, géis ou implantes hormonais.
Assim sendo, os principais benefícios da TRH são:
- alívio dos sintomas típicos da menopausa — ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, irritabilidade, insônia e perda de libido;
- proteção contra a osteoporose e fraturas ósseas;
- redução do risco de doenças cardiovasculares;
- melhora na qualidade de vida e na função cognitiva.
Até um tempo atrás, a indicação era manter a TRH até 51 anos — idade da média da menopausa normal. Atualmente, não há tempo pré-definido de uso, mantendo-se enquanto houver mais benefícios que riscos.
TRH é segura? Riscos, cuidados e acompanhamento
Assim como qualquer tratamento, a TRH requer acompanhamento médico contínuo. Em geral, os benefícios superam os riscos quando a terapia é iniciada cedo (logo após o diagnóstico da menopausa precoce) e usada por tempo adequado.
Por isso, é fundamental realizar uma avaliação clínica completa antes de iniciar a TRH, além de reavaliar periodicamente o tratamento, considerando sua evolução e possíveis ajustes de dosagem ou via de administração.
Mesmo que a menopausa precoce não tenha cura ou reversão, é totalmente possível viver com bem-estar, autoestima e saúde com o tratamento adequado.
Se você recebeu esse diagnóstico ou tem sintomas sugestivos, não adie o cuidado com você. O tratamento para menopausa precoce pode fazer grande diferença.
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