A secura vaginal é um sintoma muito comum após a menopausa, resultado da queda natural dos níveis de estrogênio. Esse ressecamento pode causar desconforto no dia a dia, coceira, ardência, dor durante as relações sexuais e aumento do risco de infecções urinárias.
Apesar de frequente, ainda é um tema pouco falado, o que leva muitas mulheres a sofrerem em silêncio. No entanto, já existem diversos tratamentos eficazes, que vão desde opções naturais até terapias hormonais. A escolha depende da intensidade dos sintomas, do histórico de saúde e da preferência de cada paciente.
A seguir, confira os principais caminhos para tratar a secura vaginal na pós-menopausa.
Fitoterapia e alternativas naturais
Algumas plantas medicinais, como a amora e o trevo-vermelho, possuem ação semelhante ao estrogênio e podem ajudar em sintomas leves. Além disso, óleos vegetais naturais, como o óleo de coco ou de vitamina E, podem ser utilizados para promover hidratação local, embora não substituam tratamentos médicos.
É importante ressaltar que o uso de fitoterápicos deve sempre ser acompanhado por profissional de saúde. Isso porque podem existir contraindicações ou interações com outros medicamentos.
Mudanças de hábitos e autocuidado
Precisamos entender também que alguns cuidados diários fazem diferença no bem-estar íntimo, por exemplo:
- manter a atividade sexual regular ajuda a manter a circulação sanguínea e a saúde do tecido vaginal;
- evitar o tabagismo, pois o cigarro agrava a deficiência estrogênica;
- usar lubrificantes à base de água antes das relações sexuais, que reduza o atrito e o desconforto;
- priorizar a boa hidratação corporal e a alimentação equilibrada, favorecendo a saúde dos tecidos.
Terapia hormonal local (TRH vaginal)
Para mulheres com sintomas moderados a intensos, a terapia de reposição hormonal local costuma ser a mais eficaz. O uso de estrogênio em baixas doses (em creme, comprimido, anel vaginal ou pessário) hidrata a mucosa, devolve elasticidade e melhora o pH vaginal.
Por ser aplicado diretamente na região, o estrogênio tópico age de forma localizada, com mínima absorção sistêmica. Outra opção mais recente é a prasterona (DHEA), indicada principalmente para a dor durante a relação sexual (dispareunia).
Outras opções complementares
Além da TRH, existem recursos que podem ser indicados em casos específicos, como os dilatadores vaginais, que ajudam a melhorar a elasticidade e combater o estreitamento da vagina.
Outra alternativa interessante é a lidocaína em gel para alívio da dor durante o contato sexual. Além disso, a fisioterapia pélvica também pode ajudar, já que fortalece a musculatura e contribui para a saúde íntima.
A secura vaginal pode impactar a autoestima, a vida sexual e a qualidade de vida das mulheres na pós-menopausa. Porém, não é preciso conviver com o desconforto: há diversas estratégias seguras e eficazes para tratamento.
Cada caso é único, por isso o ideal é contar com avaliação médica para identificar a melhor opção de cuidado. Agende sua consulta e descubra qual tratamento é mais adequado para você.